De, de suportar esse custo e que iriam manter a então ETAR que existia na, na, na, no complexo do Cachão
Ai, o próprio complexo também tinha uma ETAR
Tinha uma ETAR.
Ah.
E ainda tem?
É, é sim, neste momento não sei se ela está em funcionamento.
Fisicamente existe, é isso?
Fisicamente existe. E foi assim que, que se avançou então para, para o projeto da instalação da, da, da ETAR.
Isto foi quando?
Isto, penso que foi em 2005.
Ops, nós aqui estamos a discutir valores a partir de 2013.
Pronto, foi a base da, da, do, dos valores base para o projeto da ETAR.
Esse relacionamento que referiu que houve, designadamente essas comunicações com o município de Mirandela e Vila Flor, não é? Onde surgiu, onde os municípios se comprometeram a dizer quais as necessidades que, que aquela ETAR teria que assegurar. É, isso teve alguma-- isso foi relevante para além do dimensionamento, oferece também alguma particularidade em termos de, de, de preço?
É, oferece aqui a particularidade que é nós assumimos aqui uma instalação em que, é, só para terem assim uma perceção da diferença, ela tem, ela tem, tem de ter um tratamento específico diferente das outras instalações. Ou seja, enquanto que as instalações normais, os nossos efluentes-
Dos domésticos, para tratar efluentes domésticos, é isso?
Domésticos, nós chamamos urbanos, que são domésticos essencialmente, mas com um pequeno componente industrial que, que sempre existe, não é? Mas, mas existe na, nas cidades.
Cafés, é isso?
Café, alguma outra indústria, não de grande, de grande carga polionante, mas existe sempre e, portanto, chamam-se efluentes não domésticos, mas sim urbanos. Esta é essencialmente industrial, mais de oitenta por cento da carga efluente a esta instalação é industrial.
Ah, mais de oitenta por cento, ou seja, oitenta por cento virá então das ditas indústrias, os vinte por cento corresponderão às ditas freguesias mathematicianais.
Para além de termos o tratamento convencional, é, que normalmente são biológicos, temos um tratamento de afinação, um tratamento terciário. Esta ETAR aqui desta zona é a única que tem esse tipo de tratamento.
É a única no sistema multimunicipal?
No sistema não, no sistema multimunicipal existem outras. Portanto, nós, na altura era Águas de Trás-os-Montes, era a única.
Ah, OK.
Agora, com Águas do Norte, já há outras respetivamente. É, e, e obviamente que, que encarece muito, não só a nível do investimento da instalação, mas também da exploração em si.
Então e ao encarecer, o que é que a ATMAV, à data, ou como é que a ATMAV, é, definia o que é que era ou não o preço a praticar? Porque não é uma tarifa normal, ou há uma ta-- ou, ou seja...
A tarifa, a tarifa-
Há uma tarifa.
A tarifa é a mesma.
Mas?
Mas, é, foi, foi dado conhecimento para o município, foi enviado ofício antes de entrar na exploração industrial da, da infra-- da infraestrutura, que, é, os custos dessa instalação seriam, é, a tarifa, que a tarifa é sempre a tarifa, que é definida pelo conselho de água, vezes o caudal equivalente. O caudal equivalente tinha em consideração a carga efluente a essa instalação, por comparação com a referência das ou-- das outras instalações normais.
Essas comparações, com que periodicidade é que, é, é que, é que eram feitas?
A tentar was the flow mais ou menos penalizador possível e mais justo possível perante as factos, e era feito com, é, todos os meses eram, eram calculados estes caudais equivalentes. Que era, portanto, é, acabava por resultar aqui num fator de, de, de multiplicativo face ao efluente, que era em função da carga que efetivamente afluía às instalações. E que é variável por se tratar precisamente de uma, de efluentes industriais que variavam não só durante o dia, como variavam ao longo da semana, como variavam inclusivamente ao longo do ano, porque temos aqui indústrias sazonais.
E então, para permitir, dizia a engenheira, que fosse o mais justo, essas, essas medições eram feitas então mensalmente? Como é que tinham a-- como é que existiam essas variações diárias?
O plano de amostragem que foi, que foi enviado ao município, quando foi enviado também a questão da, da, da forma de pagamento, não é, da tarifa das caudais equivalentes, e ia também o plano de amostragem, onde, onde estava definido de que forma eram efetuadas, é, as amostragens que resultavam na determinação do parâmetro desvaseado, mas que era o, que era a CCO, é, que obrigava à, à, à recolha de amostras compostas. Portanto, que eram, que eram recolhidas em determinados dias da semana.
Essas, essas, essas amostragens eram asseguradas exclusivamente pelas Águas ou eram medições conjuntas?
Eram pelas Águas.
Ah, mas eram comunicadas ao município?
Eram enviadas sempre com a faturação de cada-
Ah, iam anexas à, à, à fatura, ia, iam essas, essas recolhas.
Esses valores que davam origem depois ao valor médio mensal.
Muito bem.
Deixe, só, só uma interrupção para ver se eu percebi. É, quando-- como a senhora engenheira entrou ainda em fase de projeto, quando projetaram esta ETAR, já se sabia a priori que seria uma ETAR para tratar questões industriais, certo? Quando começaram as operações nesta ETAR, é, por força desta ETAR ter esta, este oitenta por cento de componente industrial, os custos de tratamento são necessariamente diferentes do que tratar os outros resíduos